segunda-feira, 18 de junho de 2012

Brisa



“isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além.”

Essas palavras me fizeram um bem querer. Prefiro guardar dentro de mim a doçura que já vi nas pessoas, mesmo das que já não gostam mais de mim. Até porque, que beleza seria essa que muda com a brisa ou ventania que bate nos cachos de cabelo? Guardo dentro de mim os ensinamentos, as ruas salpicadas de chuva e de luz. Prefiro a calmaria do desatento à sobriedade dos que pensam e categorizam tudo.
Só há uma coisa que não gosto, que procuro muito me afastar... A gravidade que nos consome de orgulho.
Nostalgia é bom, o presente não precisa ser pesado, e o futuro é intuição despercebida... Goste das roupas no varal; elas ventam, vão, brincam de sombra com o chão.  
Nem tudo que falo precisa ser bonito, e o que que seria bonito... Me diga não, a doçura ta na criança... ta em tanta coisa.

Um comentário:

  1. "Prefiro a calmaria do desatento'. Eu também!

    Eu também sempre preferi guardar a doçura, sabe? As pessoas não interpretam isso bem, acham que quero negar a dura realidade do mundo. Mas nem é. É que eu preciso continuar caminhando e por isso tento carregar o menor peso possível.

    Mas quase tudo que você fala é bonito, pronto, falei! rs

    beijos, Livinha.

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