domingo, 6 de maio de 2012

A Mar elo

Vou te dizer, meninabonita, que a fronteira da tua cama com a minha é só questão de sonho, ontem mesmo me vi nos teus aconchegos e amanheci no outro lado de hoje. Me desenrola devagar para eu não abrir os olhos, fala-me baixinho tuas palavras doces de azul para eu sorrir pequeninamente. Se estivermos perdendo tempo é porque precisamos perdê-lo mais ainda até esquecer essa noção estapafúrdia de pesos e medidas, cronômetros e mil metros do Guaíba. Vem, vem perder tempo comigo e ser bastante ineficiente para rir desse mundo impessoal e barulhento, vamos brincar de sombras e fugas ao invés de nos refugiarmos  no domingo tão sem cor que todos parecem impor. Eu não tenho planos do que fazer hoje e peço que me perdoe desde já por ser tão lenta, tão perdida, mas vem, vem que tem muitas flores no caminho e isso já deveria ser suficiente – eu te ajudo a  entrar surdamente no reino esquecido das cores amarelas. 

Um comentário:

  1. então hoje está tudo amarelo por aqui também. ou querendo estar... esse reino amarelo é tão atraente...

    tomara que ela, rápida ou lentamente, vá!

    um beijo, moça.

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