quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Há saudade

Peço licença ao passado, oro pelo presente.
Sinto saudades de casa. E quando tento dizer do quê, é difícil arrumar palavras, decodificar e comunicar o que sentia infinitamente por intensidade de olhar.
Eu sinto saudade da luz que entrava na varanda do quarto de minha mãe e me fazia ter certeza da beleza do mundo. Saudade de sua cor púrpura - das paredes aos olhos profundos que me doavam cumplicidade.
Do início da escada; era tão lindo olhar pra cima e ver o vitral colorido, olhar pro lado e ver o quintal, ouvir os pássaros, sentir o vento que me enchia e trazia consigo as folhas lá de fora. Saudade da garagem; a garagem que não tem carros, tem mesa e balanço pra gente que gosta de gente conversar. O quartinho da bagunça! dormir na rede ouvindo música, sentir a felicidade de encontrar um livro esquecido, olhar pra rua e me deparar com silêncio.
Saudade de toda luz.

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