sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu vivo o meu delírio


Hoje fui pra Bento Gonçalves e tirei muitas fotos. Vou direto ao ponto, como um obturador: sou completamente louca (sim, eu falo de delírios) por fotografia. Meus olhos se enchem de emoção, eu tenho vontade de chorar a cada instante que percebo (já que é algo tão fugidio...) um momento de beleza. São esses momentos em que pressentimos a eternidade das coisas, já diria um marquês aí. Eu precisava externalizar isso, quem sabe assim eu consiga dormir com menos imagens e só com a amada que me persegue nos meus sonhos (não seria ela imagem também?). Comecei hoje um projeto. Ele se chama “ etc: entre tantos caminho”. Fotografias me atraem como experiências de completude. Me sinto uma louca de vez em quando, mas se louca me deixa nesse estado apaixonado, então deixa estar. Sou meu presente. As coisas que não podemos ver são as mais carregadas de sentido. Não podemos fotografá-las, apenas sugeri-las. E como essa sugestão me nutre...


Um comentário:

  1. Que interessante!! lendo isso eu me lembro de Glyndon, do livro Zanoni! lembra? aquele do discurso sobre o belo que li pra vc? Tem alguns trechos que ele divaga sobre isso que vc ta falando aí!!! No caso dele é aplicado na pintura e no seu para a fotografia...

    Algumas vezes pode parecer meio "louco", mas eu acho que é assim mesmo... quando nos aproximamos demais do Belo e procuramos expressar o que sentimos em palavras é bem difícil...
    E sabe, eu suspeito que já senti esse "êxtase" de beleza em algum momento! Foi com alguma cena ou imagem, não lembro bem... mas lembro de a beleza me tocar profundamente...

    seja como for, essa foto dessa belíssima flor é realmente linda! nossa, que demais hein!!!

    é isso aí!
    bjão õ/~

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