sábado, 12 de março de 2011

Para Mari Campos

Ai, Mari, tu me deixas tão confusa… é uma relação de amor e ódio, ah, deus, que pelo menos fizesse disso um belo contraste, dicotomia Yin-yang cravada na nuca. Não, tu me colocas numa roda gigante perdida, cheia de ápices de desumanidade (grandes, quase eternos alívios) e abismos torturantes, ‘Eu’ apenas.
Há momentos em que me permito ser estúpida – acreditando, inutilmente, ser medular – e é quando te desprezo com toda minha raiva. Ganho o direito de te torturar aos poucos. “Mas tu és forte!”. Agora meus pés tocam o chão entre rodopios da infinita roda circense. Sinto-me (e que vergonha, que desculpa) pequena, miúda. Vontade de te tomar pelos braços, beijar cada lágrima tua contida, aliviar a garganta de Braille (minha ou tua?). Mas as minhas mãos têm a beleza e a sugestão poética dolorosa de galhos secos.
Sabe, Mari, tu és linda na tua fraqueza.

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